São Martinho do Porto II - 23 de Julho de 2012


A vontade de pôr o pé na areia e no mar é muita mas por enquanto com a M. tão pequenina ainda não podemos fazer grande época balnear. Por isso, e como já tinhamos saudades, ao fim da tarde (quando já não há calor) resolvemos voltar a São Martinho.



A condução por vezes torna-se tão enfadonha que para distrair, o melhor é ir tirando umas fotos. Mas estas foram tiradas no banco de trás ao lado da M. (lugar onde devem ser tiradas!)
N.B.: Rabujice é um dos sintomas das recém-mães.


Ir a São Martinho e não passar por aqui, é impensável. Paragem obrigatória para deliciar-nos com as empadas de galinha e os pastéis de nata.


As lomográficas não têm saído nem trabalhado muito (ainda é difícil gerir a bagagem e o tempo para transportar as máquinas e fotografar! Saudades!)
Mas a LC-A veio connosco e tem dado alguns (poucos) click's.




Mal chegámos, a M. queixou-se com fome e antes de sairmos do carro resolvemos o assunto.


A temperatura estava excelente, muito agradável para um passeio pelo calçadão ao longo da praia.

 É impossível ficar indiferente!

Visitámos a feira do livro e comprámos 2 livros. A pequena M. já tem uma mini-biblioteca.




O jantar foi na marisqueira A Casa. Infelizmente não está acessível a carrinhos de bebé devido às escadas na entrada mas o funcionário do restaurante foi muito amável e ajudou-nos a elevar o carrinho até ao interior.


A pequena M. já dormia e assim continuou. Deixou-nos comer descansados a entrada: gambas al ajillo, deliciosas!! (estou à espera que confeccionem cá em casa!)


O prato principal já teve de ser saboreado por turnos, a M. acordou e decidiu que toda a gente deveria saber que ela tem bons pulmões.
O primeiro turno escolheu espetadas de gambas e o segundo lulas à lagareiro. Tudo divinal!




As calçadas de Lisboa...


... não foram pensadas para quem tem de levar um carrinho de uma bebé (imagino como será para cadeirantes)!

Sair do passeio para atravessar a rua para o lado oposto utilizando a passadeira. Não há rampas.

Passeios com esplanadas (aprovadas pela Câmara de Lisboa, suponho eu) e árvores, que ocupam toda a largura do passeio e o carrinho tem de sair para estrada para as contornar.


Andar pelo passeio e passar por entradas para parques de estacionamento. Não há rampas.





Contornar curvas de ruas pelos passeios. Há degraus (no mínimo) insólitos e a passagens demasiado estreitas.


Depois há condutores que são mais espertos que os restantes e estacionam no meio do passeio e nem se dignam a deixar espaço para a passagem de um carro de bebé. De novo, imagino um cadeirante!



Apesar de termos consciência das barreiras que a cidade de Lisboa tem, foi com o nascimento da pequena M. e com a utilização do carrinho, que percebemos o quanto elas dificultam a vida.
É uma pena! Mas não vai ser isso que nos vai impedir de reComeçar a passear pela cidade!
Ainda deu tempo de ver um jovem de bem pôr o seu cãozinho a verter na calçada!

Nem os obstáculos impediram um belo passeio pelo jardim da estrela (com lanche e música ao vivo) e ainda passámos pela Casa Fernando Pessoa.

Festa de Ordasqueira 2012


A Festa de Ordasqueira arrasou! Antes de mais, e para quem não sabe o que é Ordasqueira, uma breve nota:
Ordasqueira é o local onde começaram histórias de amor, onde (na Terceira Invasão Francesa) impediram o exército de André Masséna de atingir Lisboa e acabaram por provocar a sua retirada de Portugal (local actualmente quase tão bem preservado como o campo de futebol), onde se podem passar belas férias (brevemente), onde emigrantes constroem um lar para se deleitarem no inverno da vida. Os inglêses dizem que é Portugal's best kept secret!


Voltando ao tema que nos trouxe, a festa! Começámos por almoçar no belo parque verde. O local impressionou até os mais cépticos. À mesa tínhamos as mais diversas nacionalidades e ficámos finalmente a conhecer a C (alemã de pai português e mãe italiana) que é muito simpática. O bacalhau estava maravilhoso e o frango também tinha óptimo aspecto.









Depois do repasto veio o tiro ao alvo. A pressão de ar estava ligeiramente descalibrada, mas foi divertido participar. No fim ainda tivémos direito a medalha e garrafa de vinho comemorativa.










À noite fomos dançar umas modinhas ao som dos Nautilus. Adorámos! A cereja no topo da festa foi o "anda cá ao pai!, anda cá ao pai!"
No dia seguinte houve procissão e passeios de jumento, mas a M. não nos permite fazer saídas prolongadas (nem nós queremos estar longe do torrão M.).

Para quem quer festa valente em locais longínquos, esperem pelos dias 27, 28 e 29 de Julho!

Para o ano há mais (e melhor)! Talvez a M. já dê um pé de dança com o pai!!