A Lua de Maria Sem - 14 de Abril de 2011


Fomos ver a peça "A Lua de Maria Sem" ao Teatro São Luiz (houve uma pequena confusão entre o São Luiz e o São Carlos, mas rapidamente foi esclarecida). Não conhecia este teatro, é um espaço fenomenal!

O fim de tarde começou com um transbordo de autocarro até ao Rossio para jantarmos um belo frango da guia (ou pinto, como lhe quiserem chamar).



No caminho para o teatro, passámos por uma loja que já conhecíamos. Fico sempre maravilhada com as bonecas.


A peça começou um pouco atrasada e, devido a ser a estreia em Lisboa, estava cheia de personagens públicas e fotógrafos que nos feriam os olhos com o poder do flash.

A "Lua de Maria Sem" é uma peça onde Maria fala da paixão e do sofrimento da sua vida, com a sabedoria de quem com isso também aprendeu. É com orgulho que exprime tudo o que viveu, até as desilusões, por simplesmente as ter vivido e porque as coisas valem a pena ser vividas.

Maria Sem, uma mulher e 2 expressões. A palavra cantada por Manuela Azevedo e a palavra dita por Maria João Luís.  Duas vozes belas, fortes e inconfundíveis.  A peça vale por isso mesmo (pelas vozes), porque o ritmo constante de troca entre cantar/dizer poesia torna-se monótono.



Ah! Já me esquecia, os bilhetes foram surpresa até me deitar em cima deles!
Sentada e perto do palco, tratam-me muito bem!

Austerlitz - 14 de Abril de 2011


Estava eu ontem na minha mini-biblioteca (metade do acervo encontra-se na província) a escolher a próxima leitura, e o que eu gosto de escolher leituras, quando algo de maravilhoso aconteceu!
Antes de continuar, uma nota prévia: adoro livros! Comprar livros, lê-los, catalogá-los, folheá-los, recordar-me de coisas que fiz quando lia determinado livro (já Proust nos fala nisso, n'O Prazer da Literatura).
Voltando ao que me trouxe aqui, estava eu a escolher a próxima leitura, quando peguei no Austerlitz e comecei a folheá-lo. Deparei-me com esta página:


"Boulevard Auguste Blanqui", "Place d'Italie" e principalmente "Glacière", são as ruas que/onde vivi em Paris o mês passado e ainda esta semana falei nelas! E ali estavam aqueles nomes à minha frente!
Fantástico! ( isto deve ser o universo a querer dizer-me alguma coisa ... esperem! "Please, i nedd a slap"!!)

Descobri ainda os marcadores que o Simão usou quando lhe emprestei o livro. Asseguro-vos que ele é mais imaginativo que eu. Papeis da super-gorila, bilhetes de transportes públicos e talões de pagamentos de propinas são ideias geniais para marcadores.



Bem, para quem veio a este post devido à referência ao livro, e por respeito ao W. G. Sebald, tenho a dizer-vos que a edição é ilustrada e que estou a gostar da leitura.


Bar Tolomeu - 7 de Janeiro de 2011



Olá a todos!!
Um motivo especial trouxe-nos até à Praia das Maçãs. A nossa amiga S. convidou-nos para o jantar de aniversário dela (embora ainda estivéssemos na véspera).

O Bar Tolomeu é um espaço que funciona como restaurante e ao fim da noite como bar (é uma espécie de Santo António do sítio; metade dos casais que estavam à mesa tinham-se conhecido lá). É bastante agradável e a comida muito boa (tal como a sangria, se bem me recordo).



Houve repetições do copo cheio e muita conversa. Assuntos como a pesca, cursos de maquilhagem, fotografia, moinho do duque e até voltámos um pouco atrás para lembrar que outrora, a minha grande amiga não atribuiu a idade certa a um velhote (ou isso, ou bateu-me uma certa inveja). Com isto a conversa animou e até houve um pedido de desculpas, acompanhado de flores, via facebook.








Depois do jantar, abriram o Bar com animação e sessão de Karaoke (não elevem as expectativas, que não estamos nos Ídolos).

À meia-noite, cantámos os Parabéns, morderam-se as velas e bebemos champanhe.




Na despedida, contámos novidades (quer dizer, a 1º parte das novidades).

Algumas imagens:






Tecidos - Campo de Ourique - 9 de Abril de 2011


Qualquer alfacinha sabe que Campo de Ourique é o destino quando se pretende comprar tecido (ou ver passar o António Lobo Antunes). O melhor modo de lá chegar é de autocarro, mas desta vez e porque é fim-de-semana, decidi ir de carro (a decisão não agradou a todos, embora tenhamos conseguido fazer tudo o que queriamos, em muito menos tempo).


Os tecidos que escolhi vão ser utilizados para fazer umas peças decorativas cá para casa (um dia ainda vos mostro o resultado).


Depois das compras fui até à galeria Quadrado Azul, ver a exposição do Paulo Nozolino (provavelmente o melhor fotógrafo português, embora quase ninguém o conheça), Makulatur.


As fotos são fantásticas e sugiro que aproveitem a oportunidade! A exposição acaba no dia 21 deste mês.

Consegui ainda ir a mais 3 sítios em Lisboa (só não parei no jardim do príncipe real mas quero lá ir brevemente).
Como gosto de passear por Lisboa!
E por falar nisso, vou agora jantar fora pela Ajuda. Apetece-me um carpaccio de ananás!

Família Digital - 7 de Abril de 2011


Depois de vos apresentar a família analógica, apresento-vos a família digital!
Esta foto foi tirada há algum tempo, mas só na semana passada fui revelar os meus rolos (e parte de outro rolo).

A família digital é composta pela Canon EOS 550D, pelas objectivas EF (17-40mm f4 L, 35mm f2, 50mm f1.4 e 70-200mm f4 L Non-IS), que também uso em fotografia analógica e pelo flash 430 EX II.


Esta semana voltei a ampliar (que saudades tinha!) fotos. Aproveitei os rolos que tinha revelado a semana passada (e mesmo os rolos semi-revelados foram comigo).

Poissy - 11 a 13 de Março de 2011


A aventura começou ao sair do "autocarro 21" 5 minutos antes da partida do comboio para Poissy!
Para o apanhar , tive de dar uma corrida de trolley na mão e de serpentear por entre uma multidão de pessoas (que regressavam a casa após um dia de trabalho) numa estação em pleno horário de ponta. Foi uma aventura, mas conseguimos apanhá-lo!

Os canelets com que fomos recebidos eram fabulosos!
Descobri que os anfitriões, que foram incansáveis, tinham uma máquina fotográfica à minha altura!



No dia seguinte, e após um pequeno-almoço com auxilio do nosso Maître d' Raphael, fomos comprar macarons para oferecer aos familiares no regresso.


Visitei a Villa Savoye, obra do Charles-Edouard Jeanneret-Gris (Le Corbusier, para os amigos).


É considerada um dos ícones maiores da arquitectura moderna no século XX (nada que se compare com o grande movimento arquitectónico Paiolismo).


Gostei bastante da mini Ville Savoye. A classe burguesa dos anos 20 tratava bem os empregados.

Segundo Le Corbusier, a "casa é uma máquina de morar".
Não posso concordar mais. Sobretudo depois de experimentar as cadeiras da Faculdade de Arquitectura do Porto. Podem até ser "assinadas por baixo", mas a beleza é proporcional ao desconforto!




Passeei pelo Parc Meissonier, guarnecida de um lanche apetitoso.





Jantei no Buffalo Grill, onde o Frank nos atendeu. Um simpático funcionário que até servia cães à mesa. Que simpatia!

A hospitalidade dos nossos cicerones foi inexcedível!


Finalmente, o regresso a casa!



Adoro regressar a casa, à minha casa!Mas antes ainda passei por Alfragide, porque o taxista era tão simpático que nos quis mostrar diversas zonas de Lisboa.

Paris - Jour 9 - 11 de Março de 2011


O último dia em Paris foi passado com um ritmo mais calmo. Acordei tarde e, depois de um pequeno-almoço reforçado, visitei a Cinemateca Francesa (desta vez por dentro). Para meu azar, o Photomaton estava avariado (não bastasse o facto da exposição do Kubrik começar apenas 10 dias depois de eu partir).


A Cinemateca Francesa tem um dos maiores arquivos de filmes, documentários relacionados com o cinema e sessões diárias de uma variedade de filmes de todo o mundo.




O projecto foi concebido por Gehry Partners (Frank Gerhy) e Dominique Brad. O edifício segue em dois dos seus lados, a lógica do planeamento urbano de Haussmann, seguindo a linha dos edifícios adjacentes.
O alçado virado para o jardim, onde é a recepção, apresenta formas esculturais bastante características nas obras de Guerhy. Aqui são utilizados o calcário e o zinco.




O almoço de hoje já estava combinado, fomos ao japonês. Para lá chegar foi necessário percorrer quilómetros dentro da estação de metro de Châtelet (aqui passam 5 linhas diferentes).

Inicialmente a ideia não agradou a todos, mas com o aparecimento da comida nem se voltou a falar no assunto.



Estava tudo óptimo e até a sopa de cogumelos, à qual torci o nariz, tive de admitir que estava boa!





Fiquei mais atenta à marca Kikkoman, devido à associação do nome e pelos vários pedidos feitos em vão à empregada de mesa (houve quem se oferecesse para trabalhar no restaurante a troco de merchandising). N.B.:Kiko, cá em Portugal também existe essa marca, talvez aqui eles sejam mais simpáticos.


A minha viagem por Paris termina neste post mas a minha estadia ainda foi prolongada numa pequena cidade dos arredores. Em breve darei notícias.