Família Digital - 7 de Abril de 2011


Depois de vos apresentar a família analógica, apresento-vos a família digital!
Esta foto foi tirada há algum tempo, mas só na semana passada fui revelar os meus rolos (e parte de outro rolo).

A família digital é composta pela Canon EOS 550D, pelas objectivas EF (17-40mm f4 L, 35mm f2, 50mm f1.4 e 70-200mm f4 L Non-IS), que também uso em fotografia analógica e pelo flash 430 EX II.


Esta semana voltei a ampliar (que saudades tinha!) fotos. Aproveitei os rolos que tinha revelado a semana passada (e mesmo os rolos semi-revelados foram comigo).

Poissy - 11 a 13 de Março de 2011


A aventura começou ao sair do "autocarro 21" 5 minutos antes da partida do comboio para Poissy!
Para o apanhar , tive de dar uma corrida de trolley na mão e de serpentear por entre uma multidão de pessoas (que regressavam a casa após um dia de trabalho) numa estação em pleno horário de ponta. Foi uma aventura, mas conseguimos apanhá-lo!

Os canelets com que fomos recebidos eram fabulosos!
Descobri que os anfitriões, que foram incansáveis, tinham uma máquina fotográfica à minha altura!



No dia seguinte, e após um pequeno-almoço com auxilio do nosso Maître d' Raphael, fomos comprar macarons para oferecer aos familiares no regresso.


Visitei a Villa Savoye, obra do Charles-Edouard Jeanneret-Gris (Le Corbusier, para os amigos).


É considerada um dos ícones maiores da arquitectura moderna no século XX (nada que se compare com o grande movimento arquitectónico Paiolismo).


Gostei bastante da mini Ville Savoye. A classe burguesa dos anos 20 tratava bem os empregados.

Segundo Le Corbusier, a "casa é uma máquina de morar".
Não posso concordar mais. Sobretudo depois de experimentar as cadeiras da Faculdade de Arquitectura do Porto. Podem até ser "assinadas por baixo", mas a beleza é proporcional ao desconforto!




Passeei pelo Parc Meissonier, guarnecida de um lanche apetitoso.





Jantei no Buffalo Grill, onde o Frank nos atendeu. Um simpático funcionário que até servia cães à mesa. Que simpatia!

A hospitalidade dos nossos cicerones foi inexcedível!


Finalmente, o regresso a casa!



Adoro regressar a casa, à minha casa!Mas antes ainda passei por Alfragide, porque o taxista era tão simpático que nos quis mostrar diversas zonas de Lisboa.

Paris - Jour 9 - 11 de Março de 2011


O último dia em Paris foi passado com um ritmo mais calmo. Acordei tarde e, depois de um pequeno-almoço reforçado, visitei a Cinemateca Francesa (desta vez por dentro). Para meu azar, o Photomaton estava avariado (não bastasse o facto da exposição do Kubrik começar apenas 10 dias depois de eu partir).


A Cinemateca Francesa tem um dos maiores arquivos de filmes, documentários relacionados com o cinema e sessões diárias de uma variedade de filmes de todo o mundo.




O projecto foi concebido por Gehry Partners (Frank Gerhy) e Dominique Brad. O edifício segue em dois dos seus lados, a lógica do planeamento urbano de Haussmann, seguindo a linha dos edifícios adjacentes.
O alçado virado para o jardim, onde é a recepção, apresenta formas esculturais bastante características nas obras de Guerhy. Aqui são utilizados o calcário e o zinco.




O almoço de hoje já estava combinado, fomos ao japonês. Para lá chegar foi necessário percorrer quilómetros dentro da estação de metro de Châtelet (aqui passam 5 linhas diferentes).

Inicialmente a ideia não agradou a todos, mas com o aparecimento da comida nem se voltou a falar no assunto.



Estava tudo óptimo e até a sopa de cogumelos, à qual torci o nariz, tive de admitir que estava boa!





Fiquei mais atenta à marca Kikkoman, devido à associação do nome e pelos vários pedidos feitos em vão à empregada de mesa (houve quem se oferecesse para trabalhar no restaurante a troco de merchandising). N.B.:Kiko, cá em Portugal também existe essa marca, talvez aqui eles sejam mais simpáticos.


A minha viagem por Paris termina neste post mas a minha estadia ainda foi prolongada numa pequena cidade dos arredores. Em breve darei notícias.

Paris - Jour 8 - 10 de Março de 2011


O dia começou cedo e às nove da manhã estava eu à porta da Bibliothèque Sainte-Geneviève para a poder visitar mesmo antes de abrir ao público.
Projectada por Henri Labrouste, esta biblioteca é um dos poucos exemplos da arquitectura do ferro do século XIX, embora o exterior siga o estilo renascentista. No interior pode observar-se a estrutura abóbadada em ferro.





Como acordei mais cedo do que o normal, estava mesmo a precisar de um café (mas um café com um custo razoável). Logo à frente surgiu um MC Donalds, perfeito! Tomámos café e desenhei ao som do ruído do berbequim que consertava uma das cadeiras mesmo ao nosso lado.



Entretanto, voltámos a fazer uma pausa num dos numerosos jardins desta cidade e mais uma vez constatámos que as chaminés de evacuação de todas as casas são construídas da mesma forma.




O Centre national d'art et de culture Georges-Pompidou fundado em 1977 e projectado pelos arquitectos Renzo Piano e Richard Rogers.

O complexo inspirado na arquitetura industrial e nas novas tecnologias (Arquitetura high-tech) abrange museu, biblioteca, teatros e ateliers. A sua implantação configura a existência de um espaço público (a praça do Centro) para o qual as actividades internas se estendem.




Visitei o Jeu de Paume mas do lado de fora, aqui a cultura começa ao meio-dia.



Descansei e apanhei sol nas fantásticas cadeiras/espreguiçadeiras do Jardin des Tuileries.




Visitei o Musée de l'Orangerie numa versão low cost e à saída deparei-me com a versão em bronze da escultura Le Baiser de Rodin.



Na Bibliothèque nationale de France (Rue de Richelieu, de Henri Labrouste) visitei a sala oval. Infelizmente a biblioteca está em obras de recuperação e não pude visitar a excelente sala de leitura.
Atenção, aqui existe uma máquina onde o café é 0,35€. Outra descoberta foi uma casa de banho para casais.






Já me tinham falado da loja "Photo Cine" do M. Wu Dinh, que muitos acreditam ser um mito urbano. Ela existe mesmo! Fica na rua Goblins, onde dias antes vi 3 noctívagos bem animados. Quando lá cheguei nem quis acreditar. É um espaço mínimo, cheio de material fotográfico para todos os gostos e feitios, completamente empilhado. Não cabe lá uma gaiola de periquito. No meio daquele monte de material, parece impossível que se encontre lá o que quer que seja. Pedi à Sra Wu Dinh uma objectiva 28mm para Mount K (para a minha K1000) e ela disse logo que tinha uma da Sigma. Pedi-lhe para a ver (à objectiva). A senhora encosta uma pequena escada ao monte de objectivas, sobe alguns degraus e traz de lá a dita objectiva. Fiquei de boca aberta! O casal não só tem uma base de dados na cabeça, como consegue mapeá-la ao monte de "sucata" que ocupa a loja.





Até breve!